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risco, 2022-26

de Silvana Macêdo

A série Risco, iniciada em 2022, investiga as relações entre crise ambiental, colonialismos e desigualdades estruturais no Brasil. As obras refletem sobre os impactos do colonialismo europeu, do neocolonialismo e do colonialismo interno sobre territórios, corpos e modos de vida, articulando uma crítica às formas de exploração que atravessam biomas e subjetividades. Também denuncia o racismo religioso e as violências sofridas por povos originários, quilombolas e defensores do território. A “linha de fogo” aparece como metáfora das zonas de conflito onde natureza e vida são constantemente ameaçadas. A artista relaciona a crise ambiental ao modelo extrativista e ao eurocentrismo epistêmico ainda vigentes. Em contraponto, propõe a escuta de saberes originários e contracoloniais como possibilidades de reinvenção do presente. Entre denúncia e reflexão crítica, suas pinturas tensionam urgências ecológicas e políticas contemporâneas. Assim, a série afirma a arte como espaço de pensamento diante das crises civilizatórias atuais.

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